Estréio no blog avisando, não gosto de trabalhar. Não vejo nexo, necessidade e diversão nisso. Hoje, e só até hoje, trabalho no Terra, sim, o portal. Segunda, não trabalho em mais nada. Devo me preocupar? Se depender de todos, sim, aliás, chorar de preocupação, me descabelar. Mas comigo não é assim.
Nunca apreciei a arte da labuta, pra mim é coisa de filho da sociedade (haha) capitalista. Que te suga, explora, pede, obriga e não te dá de volta. Não mesmo. Não adianta se enganar. Os ricos de hoje são pessoas que burlaram a lei ou nasceram em berço de ouro. Ok, a regra não se aplica a todos, mas quem aqui se importa com a regra, que nunca será clara, sr. Arnaldo. Nunca!
Você pode até pensar que o tom revoltoso é pela demissão. O que seria uma contradição de minha parte, uma vez que eu não me importo em trabalhar mas supostamente estaria nervoso com a saída do Terra. Mas não é isso, é essa sensação de estar fora da lei, o que também não é algo que me preocupe, fuck the law, mas de ser veladamente acusado de ser irresponsável. Só porque eu não sou fanático ou preso como a maioria eu sou irresponsável? De maneira alguma!
Eu quero viver a vida, que é uma só e merece mais do que 8 horas na frente de um PC cinco dias por semana, algumas vezes, 7 dias por semana, o que gera 12 dias seguidos de trabalho, que viraram 14 dias seguidos, 14 * 8 = 112 horas trabalhando. Eu poderia ter feito tanta coisa, mas tanta coisa..
A merda é o dinheiro, por que na hora da evolução não paramos na parte da troca? Óh, eu te dou dez cenouras se você me der 5 alfaces ou eu limpo sua casa se você cuidar do meu cachorro e ainda você assiste esse filme se ajudar a estourar a pipoca, sabe!
Tá, não dá pra ser tudo na base da troca, porque o dinheiro é troca, você troca papéis inúteis por coisas inúteis. Não nada tão inútil. Mas as coisas poderiam ser mais baratas, ou menos valorizadas, o que deve dar na mesma. Porque pagar 18 conto para ir no cinema é muito caro para mim, ainda mais por algo de menos de 2h e que pode nem ser bom. (Ontem foi, assistam Dan in real life!).
De qualquer forma, meu nome é Obede e escrevo aqui com a Nathália, eu não disse tudo, mas disse quase e assim que será, diremos o que quiser, mesmo que seja tudo, ou nada.

14/11/2008 at 5:44 PM
Se tem uma pessoa que compactua com essas idéias do Obede, essa pessoa sou eu! Trabalhar é a coisa mais inútil do mundo! Não sei como é possível alguém gostar de trabalhar.
Seja qual for o lugar em que eu esteja trabalhando (ou não!), eu quero mais é que se foda (pra falar o português bem claro) se aquilo vai dar certo ou não vai.
Como diria o sábio pensador:
“Se trabalhar fosse bom, eles não nos pagariam, nós é pagaríamos para trabalhar. Seria como viajar ou comer um sanduíche. Pagaríamos para nos satisfazer”